quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

IIIº Bloggers Challenge | No Volver De Carne Y Alma

A terceira edição do evento Bloggers Challenge teve lugar no Restaurante Volver De Carne Y Alma em Lisboa e contou, mais uma vez, com dois bloggers cheios de garra e vontade de mostrar os seus dotes na arte de melhor casar a comida do restaurante com os vinhos da sua garrafeira.

Desta vez, o autor do Blog Comer, Beber e Lazer desafiou o Blogger Luís Gradíssimo, autor do Blog Avinhar; e o Blogger Mário Feliciano, co-autor do Blog Knónikas Vinikolas. Ambos aceitaram de imediato o desafio e poder-se-á dizer que houve competição mesmo até ao último minuto.

O restaurante preparou uma ementa composta por uma entrada quente em pé para recepção dos participantes composta por deliciosas Empanadas Volver acompanhadas pelo espumante Joaquim Arnaud que se mostrou à altura do momento. Frescura, capacidade de limpeza da boca, leveza e a emprestar muita elegância ao inicio da noite.

Momento seguinte, já à mesa, foram servidas as Tapas Volver. A Pana Cotta Volver Y Scones, o Chorizo, Quinoa, Arandos e Coentros e o Ovo Fumado, Rosti de Batata-Doce, Espargos Y Azeite Trufado fizeram companhia ao Antítese 2012, um branco pouco conhecido, mas muito interessante e que fez a harmonia aos pratos num bom nível. Boa acidez para um branco de 2012, mas também boa estrutura e complexidade. 

O prato de peixe foi o primeiro momento de competição. Para o Polvo À Oaxaca ambos os bloggers escolheram um vinho para sua companhia que foram provados e votados às cegas pelos participantes. Caios 2013 Branco de um lado, H'Our 2014 Branco do outro. A votação foi equilibrada, mas o vencedor da primeira harmonização foi o Blogger Luís Gradíssimo com o Caios 2013 Branco.

O Baby Beef, uma carne maturada no ponto serviu, de seguida, para a segunda harmonização a contar para o desafio. Era determinante que o Blogger Mário Feliciano fizesse o empate para que houvesse desafio até ao último prato. Agora, dois vinhos do Dão. O Américo Touriga Nacional 2010 Tinto e o Casa da Carvalha 2010 Tinto. Verificou-se a votação mais renhida da noite, mas o Blogger Mário Feliciano consegue o ponto de empate com a escolha do Casa da Carvalha 2010 Tinto.

A sobremesa foi desta forma o momento decisivo. O Chocolate, O Amendoim e o Caramelo foi harmonizado com dois vinhos completamente diferentes, mas que na votação se mostrariam muito chegados um ao outro. O Casal Sta Maria Late Harvest 2014 e o Licoroso do Mouchão 2009 recolheram diferentes preferências, mas no final a escolha da maioria recaiu sobre o Licoroso do Mouchão 2009 fazendo do Blogger Luís Gradissimo o vencedor desta edição por 2-1. Parabéns ao vencedor!

Com o apoio da Revista Paixão Pelo Vinho e pelo Lisbon Marriot Hotel, o vencedor desta edição foi convidado para escrever um artigo de opinião no próximo numero da Revista assim como fazer parte do júri de prova do tema de capa da mesma. Para além disso, a oferta de um romântico jantar a dois no Dia dos Namorados no Restaurante Citrus do Lisbon Marriot Hotel.
Ver mais fotos desta Edição do Bloggers Challenge aqui.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Azinhaga de Ouro Reserva Tinto 2013 e Branco 2014

Os Azinhaga de Ouro, Branco e Tinto, são vinhos produzidos pela Christie's, no caso do tinto, e pelas Caves do Monte no que diz respeito ao branco, em exclusivo para as lojas Lidl e que representam, colheita após colheita, uma opção de qualidade a bom preço para o consumo no dia a dia e que, de forma despreocupada, proporcionam um copo de vinho às refeições. No caso do reserva tinto, a utilização de vinhas velhas no blend, ainda com Touriga Nacional e Touriga Franca, confere-lhe uma maior complexidade e estrutura que se nota depois quando o juntamos à mesa em pratos com mais riqueza tão habituais na nossa gastronomia. 

AZINHAGA DE OURO RESERVA 2013 TINTO | DOURO | 13% | PVP 3,29€ 
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ 
CHRISTIE'S DOURO WINES, SA 
88 / 100 
Cor vermelho rubi de média concentração, límpido e de lágrima persistente. Perfil aromático frutado, com alguma cereja madura, amora silvestre, notas florais leves, alguma giesta e frescura. Na boca revela vivacidade, corpo médio, secura inicial, boa fruta, vermelha e fresca, nitida, equilibrado, sem máscaras e de final longo. 

AZINHAGA DE OURO 2014 BRANCO | DOURO | 13% | PVP 1,95€ 
MALVASIA FINA, RABIGATO, VIOSINHO 
CAVES DO MONTE VINHOS, SA 
87 / 100 
Cor amarelo citrino, rasgos esverdeados, aspecto jovem, limpo e brilhante. No nariz salta em primeiro lugar a fruta tropical, sem ser madurona em demasia, com leves notas de flores brancas, ligeiro silex e boa frescura. Na boca é um vinho directo, sem grandes complicações, sumarento, muita fruta fresca, citrino e fruta de caroço, com final persistente. Para uma conversa antes da refeição ou para inicio de refeição já com entradas e pratos leves.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Soalheiro 2014 Branco

SOALHEIRO 2014 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP 8,90€
ALVARINHO
VINUSOALLEIRUS, LDA
91 / 100

O Soalheiro 2015 está já à minha espera ali na garrafeira e eu, ainda com saudosismos, regresso à colheita de 2014. No fundo, nada relacionado com saudade, mas, em vez disso, curiosidade em voltar a beber um Alvarinho que demonstra que este é um vinho e uma casta com um potencial enorme de envelhecimento com qualidade.
E assim continua. Desde logo no aspecto visual conservando uma cor amarelo citrino, definido, aspecto jovem, límpido e brilhante. No nariz o aroma fresco do maracujá e da pêra rocha madura fazem-se notar, bem aliado à boa carga mineral. Por fim, na boca, mostra estar com nervo, boa estrutura, ligeira untuosidade e cremosidade que nos cativa o palato. Mostra-se sumarento, fruta fresca, limonado, toranja, bom equilíbrio e final de boca longo, elegante e fresco.
Quem continuar a dizer que têm de ser bebidos no ano de lançamento não sabe do que está a falar.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Óscares do Vinho | Revista de Vinhos revela ‘Os Melhores do Ano 2015’ a 12 de Fevereiro

E estamos já praticamente em cima do dia em que são anunciados Os Melhores do Ano 2015 da Revista de Vinhos. Já conhecidos como os Óscares do Vinho em Portugal e terminado o ano de 2015, é tempo de fazer balanços, elegendo o que de melhor aconteceu no sector vitivinícola e gastronómico. Uma tarefa que a Revista de Vinhos faz pelo 19.º ano consecutivo ao distinguir os melhores vinhos provados durante o ano findo, ao mesmo tempo que atribui as estatuetas prateadas que assinalam ‘Os Melhores do Ano’ a um conjunto de empresas e personalidades ligadas ao meio. A cerimónia vai ter lugar na sexta-feira, dia 12 de Fevereiro, na região Centro do país, tendo como palco o Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, no concelho de Anadia, Bairrada.

A Gala da Revista de Vinhos é “uma noite longa”, habitualmente recheada de grandes emoções e tem um impacto muito importante neste sector. É durante o jantar que são anunciados os vencedores, frente a uma plateia com os principais agentes da fileira do vinho e da gastronomia, desde produtores de vinho, enólogos, técnicos de viticultura, escanções, empresários mas também chefes e empresários da restauração, além de outros players, vindos de todo o país. Os critérios das escolhas são exclusivamente editoriais e da responsabilidade dos jornalistas da Revista de Vinhos.

Nos vinhos, para além de serem distinguidos os melhores em cada uma das regiões em que se divide o país vinícola (“Melhores de Portugal”), a redacção da Revista de Vinhos escolhe aqueles, que na sua opinião, foram os 30 melhores vinhos entre os vários milhares que foram provados durante o ano 2015. São os cobiçados “Prémios de Excelência”, os melhores entre os melhores, que fazem sonhar os enófilos e todos os apreciadores de vinho.

Entre empresas, instituições e personalidades, a Revista de Vinhos anuncia “Os Melhores do Ano”, distinguindo-os com um troféu em prata da autoria da conhecida criadora de jóias Maria João Bahia. São dezanove as categorias galardoadas (subindo ao palco pela ordem dos respectivos números): Campanha Publicitária (1); Restaurante Cozinha Tradicional Portuguesa (2); Restaurante (3); Loja Gourmet (5); Garrafeira (6); Wine Bar (7); Enoturismo (8); Organização Vitivinícola (9); Viticultura (10); Adega Cooperativa (11); Produtor Revelação (12); Produtor (13); Empresa de Vinhos Generosos (14); Empresa (15); Identidade e Carácter (16); Enólogo de Vinhos Generosos (17); Enólogo (18); e ainda 2 prémios especiais de carreira que distinguem personalidades com vida e obra reconhecida nos campos da gastronomia e vinhos, o prémio “David Lopes Ramos” (4) e o “Senhor do Vinho” (19).
baseado no Press Realease do Evento

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Duorum 2014 Branco

DUORUM 2014 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 9€
VIOSINHO, RABIGATO, VERDELHO, ARINTO, CÓDEGA DO LARINHO
DUORUM VINHOS, SA
89 / 100

A colheita de 2014 marca no tempo o primeiro branco da gama Duorum. Enquanto que o seu irmão mais velho, o Duorum tinto, já nos vinha habituando, nos últimos anos, a um grande Douro por um grande preço, tardava o nascimento do seu par.
Cor amarelo citrino, esverdeados, límpido e brilhante. Aromas intensos a fruta citrina, limas, toranja, fruta branca de caroço e algum tropical mais tímido neste momento, notas de leve tosta, mineral e fresco. Boca com volume, acidez vivaz e equilibrada, sumarento, toranja, traço mineral e fresco. Final de boca longo.
Poder-se-á dizer que se começou com o pé direito, não se caíndo no exagero do álcool, apresentando leveza e muita frescura.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Restaurante "Forneria São Dinis" - Ponta Delgada Açores

Quase sem dar por isso, na minha última visita aos Açores, acabei por almoçar neste restaurante de beira de estrada e beira mar, assim a modos como que um pouco desconfiado do que iria encontrar lá dentro tendo em conta o design moderno e fast-food look a like que transmitiam as suas paredes exteriores. 

Esplanada coberta onde apetecia ficar a beber algo fresco e no interior  frondosos fornos e um aroma a pão acabado de fazer, com pizza à mistura que abria desde logo o apetite. Pensei de imediato que não era o que tinha em mente almoçar numa visita aos Açores, mas a expectativa aumentava na mesma medida da fome e dos aspecto dos pratos que iam saindo para outras mesas. 

A partir do momento em que me sentei à mesa e começaram a vir os pratos confesso que até me esqueci dos primeiros parágrafos desta publicação. Que bela surpresa prato após prato e que bela harmonia entre a cozinha tipicamente mediterrânica com a inclusão de produtos da região. A cozinha é de facto muito boa e consegue surpreender não só porque não estamos à espera de encontrar pormenores de cozinha de autor, como o somos também pelo sabor e frescura de cada prato.

Os detalhes e apresentação de cada prato conquistam qualquer um no plano estético e depois, quando lhe tomamos o gosto, conquistam pelo estômago. 
O atendimento é atencioso, dedicado e muito profissional, ao mesmo tempo que sentimos um certo conforto e até familiaridade pela forma como somos colocados completamente à vontade. Em pouco tempo tempo deixamos a sensação de primeira vez no restaurante, para a de clientes habituais de há muitos anos.

Ponto também a destacar é a carta de vinhos. Se quando vou ao Alentejo ou ao Douro bebo vinho produzido na região, porque não poderia fazer de forma similar, num restaurante de Ponta Delgada, beber vinho produzido nos Açores? Claro que pude. Referências em número muito razoável de vinhos da região e servidos de forma correcta, copos correctos e temperaturas correctas. E muito importante, a preços não proibitivos.

Os pratos de peixe são aqui em número diminuto, mas aqui não vamos à procura do mar, mas sim dos sabores da terra. E isso encontramos com facilidade e qualidade.

A carne é bem tratada e servida no ponto em que é pedida. Só isso vale desde logo pontos. A sobremesa, que chega quando o espaço já é pouco, mas a gulodice ainda está presente, volta a fugir, visualmente, ao esperado, mas neste momento, e após uma refeição de nível de satisfação bem lá em cima, queremos provar tudo. E aquele brownie deixa muito boas memórias.

Sem dúvida uma experiência a repetir e uma visita que se aconselha.
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FORNERIA SÃO DINIS
Tipo de Cozinha: Mediterrânica
Copos de Vinho Adequados: Sim
Estacionamento: Fácil
Preço Médio p/ Refeição: 20€
 
Morada: Rua Padre Fernando Vieira Gomes, Nº 20 9500-241 Ponta Delgada, Açores
Telefone:  +351 296 286 238

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quinta do Javali: O Azeite!

QUINTA DO JAVALI | DOURO | EXTRA VIRGEM | AC 0,2 | PVP 10€
GALEGA, COBRANÇOSA
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO JAVALI, LDA

Começar o mês de fevereiro "com os azeites" não será necessariamente um mau começo. Antes pelo contrário. O Azeite chega de um produtor habitualmente reconhecido pela produção de vinho Doc Douro e Porto, que se lança neste novo desafio com um azeite de quinta que mostra que também neste sector pode vir a marcar pontos.
Vivo de cor. Esverdeado de média intensidade. Nariz com notas frutadas maduras, de média intensidade, com maça verde, folha de oliveira verde e alguma casca de amêndoa ainda verde e em formação. Na boca praticamente ausência de amargo e picante, ligeiro adocicado inicial e com um fino traço picante no final da garganta, muito ao de leve, mais pastoso e untuoso, mantendo também aqui alguns descritores mais verdes com muita leveza.
Junte o pão torrado, chame o tomate e o manjericão fresco, peça uma salada de verão ou ligue com um peixe branco grelhado.

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