sábado, 31 de agosto de 2013

Esteva 1986 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Região: Douro
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Casa Ferreirinha
Preço:
-€ vap

Nota de Prova

Permitam-me que fale um pouco acerca deste vinho. O que, segundo sei, terá sido o primeiro Esteva, fez aquilo que um bom vinho faz. Proporcionou conversa animada acerca dele e prazer a beber à mesa com pratos cá da nossa pátria. Um entrada de gama da Casa Ferreirinha que passou pela prova do tempo e mostrou estar ainda em boa forma. A cor denotava alguma idade, mas não a que realmente tinha. Os aromas ainda estavam com fruta presente, com notas de alguns terciários mas impecável. Na boca ainda vida, ainda história para contar e muito prazer para dar. Isto tudo com 12,5% álcool. Velhos são os trapos. Pena não haver mais...



Classificação: 88/100

Vinhos do Alentejo em Lisboa | CCB | 18,19 OUTUBRO 2013

O maior evento de vinhos do alentejo em Portugal está de regresso  já em Outubro e com casa nova. A aposta será o CCB. Reserve já na sua agenda.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Encontro com o Vinho e Sabores - Bairrada 2013

Nos dias 13, 14 e 15 de Setembro realiza-se, em Sangalhos - Anadia, o ‘Encontro com o Vinho e Sabores - Bairrada 2013’, a primeira edição de uma iniciativa que visa promover o que de melhor há na região. A organização está a cargo do Turismo do Centro, da Comissão Vitivinícola da Bairrada e do Município de Anadia, sendo a produção da Revista de Vinhos.

O Centro de Alto Rendimento (Velódromo de Sangalhos) vai ser o palco principal de um conjunto de várias iniciativas, nomeadamente da feira, onde haverá uma mostra dos melhores produtos vínicos e gastronómicos da região da grande Bairrada, de onde se destacam os espumantes, os vinhos tintos, brancos e rosés, as aguardentes, as águas, o leitão, o pão da Mealhada, os ovos-moles de Aveiro, os Amores da Cúria, as queijadas de Águeda, o bolo da Páscoa de Vale de Ílhavo, entre muitos outros. Vai ainda haver espaço para a divulgação da oferta turística: enoturismo, turismo termal, hotelaria e restauração. A entrada na feira é gratuita e os horários variam consoante as datas: das 17h00 às 22h00 na sexta-feira (13); das 15h00 às 22h00 no Sábado (14); e entre as 15h00 e as 20h00 no Domingo (15). A dinâmica do ‘Encontro com o Vinho e Sabores - Bairrada 2013’ ultrapassa a feira, agregando outras vertentes: provas de grandes vinhos e espumantes comentadas por especialistas (€ 5,00); dois jantares vínicos temáticos, um dedicado aos sabores do mar e outro aos da terra (€ 35,00); e visitas a produtores de vinho, destinadas a jornalistas, bloggers, escanções e representantes do comércio. O evento conta ainda com os apoios da Rota da Bairrada, do Instituto da Vinha e do Vinho e da Viniportugal.

in Site da Revista de Vinhos

Quem vai marcar presença? Vemo-nos lá.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Quinta do Gradil Viosinho 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Viosinho
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Quinta do Gradil, SA
Preço:
6,49€ vap

Nota de Prova

Associada normalmente ao Douro, a casta Viosinho começa também a aparecer com qualidade na região de Lisboa. Este é um desses exemplos. Um monocasta Viosinho da região Lisboa, que espero diferente, com mais frescura e mineralidade. Sem surpresa, assim foi. 
Cor amarelo citrino, aspecto jovem e limpo. Aromas citrinos e fruta de caroço, bom toque mineral e perfil fresco. Na boca destaque para um acidez no ponto que dá vivacidade a toda a prova. Boa fruta fresca e grande dose de mineralidade. Pede comida ao longo da prova..



Classificação: 15

sábado, 24 de agosto de 2013

Dúvida 2005 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira e Grand Noir
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: António Saramago Vinhos
Preço:
50€ vap

Nota de Prova

Se alguém ainda tem alguma dúvida que o diga. As minhas foram tiradas. Não sobrou nem uma pinguinha. As da prova uma leitura atenta ao rótulo.

"Fazer um vinho que exprimisse toda a beleza e potencial das vinhas velhas de que provém. Que mostrasse um perfil moderno, para representar a capacidade da enologia portuguesa ombreando com os vinhos do mundo. E que acompanhasse na perfeição a nova cozinha portuguesa."

Um vinho de cor rubi, intenso, concentrado, sem nota do tempo, lágrima definida e abundante. No nariz a fruta vermelha e preta já compota assume-se de forma exuberante, com notas presentes de especiarias e leve tosta em fundo. Torna-se guloso de aromas à medida que o vamos bebendo e arejando no copo. Na boca surge volumoso, encorpado, embora já polido ainda conta com taninos fortes e marcantes deixando a boca um pouco grossa, quase que mastigamos o vinho. Posso afirmar que ainda novo.


Classificação: 90/100

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Prova de Barricas, Parte I

Criar vinhos para nós não é só uma paixão, é também um prazer. À nossa visão de rigor na forma de os elaborar na adega, junta-se a capacidade criativa própria da origem latina.
in Luis Pato Wines Website

No passado dia 15 de Junho de 2013 a Luís Pato Wines abriu as suas portas para um pequeno grupo de Bloggers. Recebidos com toda a simpatia pelo Eng. Luís Pato, por ele fomos guiados pela Loja da Adega,passando pela garrafeira pessoal e terminado na Adega, por entre as barricas onde descansam os próximos vinhos do produtor.
Aqui, em ambiente informal e percorrendo o nosso trajecto por entre barricas e de copo na mão, pudemos efectuar uma prova aos seguintes vinhos:

Vinha Formal 2012 Branco
Aromas com muita maça verde, nuances a cidra. Boa acidez, com fruta muito elegante e toque de madeira já bem ligada e quase imperceptível no nariz. Está praticamente pronto.

Vinha Pan 2011 Tinto
Este 100% Baga está já num nivel extraordinário. Boa cheia, volumoso, com uma estrutura e acidez brutal, faz-nos salivar. Quase que mastigável. Perdura na boca. Este vai ser para durar muitos anos.

Barrosa 2011 Tinto
No nariz predominando os toques especiados e as notas vegetais. Na boca voltamos a ter um vinho complexo, mastigável, com volume de boca, que causa secura e com taninos marcantes. Ficamos com a boca ocupada por algum tempo.

Pé Franco 2011 (Solo de Areia)
Aromaticamente intenso, com muita fruta vermelha e preta madura, especiado, com notas trufadas leves, complexo. Boca larga, com taninos pujantes, seco, seco, seco e com um final de boca que parece nao terminar.

Vinha Formal TN 2011(Solo Argila)
Aromas com muita sensação de frescura, com notas florais intensas e algum adocicado. O mais polido de todos os que foram provados embora mantenha um perfil seco. Um Touriga Nacional um pouco diferente. De aromas mais terrosos e boca mais seca. Muito fresco, muito intenso.

Uma primeira amostra do futuro já com todas as propriedades e características dos vinhos produzidos nesta casa, a deixarem antever mais uma série de vinhos com reconhecida qualidade.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Quinta dos Termos 2011 Reserva Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Fonte Cal
Região: Beira Interior
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Quinta dos Termos, Lda
Preço:
- € vap

Nota de Prova

Penso que tenha sido o meu primeiro vinho monocasta de Fonte Cal. Exclusiva da Beira Interior caracteriza-se por ser bastante aromática e adaptar-se na perfeição àquela região do País. Apresenta cor amarelo citrino, límpido e de lágrima persistente. Intenso no nariz a fruta citrina, com notas minerais, muito fresco e com leve vegetal em fndo. Boca macia, com muito fruta citrina, muito limão , lima e toranja, persistente, marcante e fresco. Melhora com comida.


Classificação: 79/100

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Vila Santa Reserva 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos, SA
Preço: 9,90€ vap

Nota de Prova
Este branco continua a encantar com a sua frescura. Este ano não é excepção e continuamos a ter um branco alentejano com muita frescura e com poder de ligação gastronómica. Apresenta cor amarela citrina, esverdeados pálidos e aspecto limpido. Agradam-me os seus aromas cheios de fruta fresca citrina, como o limão e a lima, e as notas tropicais, mais doces. Toques de mineralidade completam um conjunto bem conseguido e equilibrado. Na boca continuamos com o perfil frutado, citrino, boa mineralidade e acidez num nivel alto. Final de boca longo e fresco.

Classificação: 89/100

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quinta do Gradil Sauvignon Blanc e Arinto 2012

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Sauvignon Blanc e Arinto
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Quinta do Gradil, SA
Preço: 5,70€ vap

Nota de Prova
Este é dos tais que cheira a verão. Aliás, mesmo só pela imagem já nos estamos a imaginar de férias e com um copo dele na mão. Apresenta uma cor citrina, com nuances esverdeadas e de aspecto jovem. No nariz apetece. Muita fruta de caroço, pêssegos e alperces, mas também melão maduro e fresco e leve toque mineral. Na boca somos invadidos pela sua acidez acutilante e vibrante que nos enche a boca e que por ali fica não causando aquela sensação desagradável de excesso de acidez ao engolir. Seca-nos a boca. Dá a sensação de estarmos com um caroço de pessego na boca e ali andamos à volta dele. Elegante e fino. Leve-o para a mesa que não se arrepende.

Classificação: 88/100

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Adega Mãe – Uma Certeza às Portas de Lisboa

A pouco mais de meia hora de Lisboa, mais precisamente em Torres Vedras, a Adega Mãe do grupo Riberalves, cresce dia após dia no cimentar da sua afirmação como produtor de Vinho. 
As vinhas, que ocupam o espaço envolvente à adega, têm uma área de 30 ha, implantadas em solos argilo-calcários e influenciadas por um clima tipicamente atlântico atribuem aos vinhos produzidos um carácter fresco  e cheio de personalidade.
Neste momento, as castas brancas ocupam 50% da área de vinha plantada. Sauvignon Blanc, Chardonnay, Arinto, Viosinho, Viognier, Riesling e Alvarinho representam as castas brancas e Aragonez, Caladoc, Alicante Bouschet e Syrah as castas tintas. 
Na visita dedicada aos Wine Bloggers em que participei pude conhecer melhor o produtor, a Adega, as vinhas e, naturalmente, os vinhos.  A Adega é uma infrastrutura pensada para se incorporar da melhor forma na paisagem circundante. Como que uma gaveta gigante que encaixa com perfeição na ondulação das colinas e que funciona como que moldura para o que a rodeia.
No interior, e efectuando um percurso desenhado para oferecer ao turista no seu programa de enoturismo, a percepção de tecnologia, modernidade, todas as condições necessárias para que todo o trabalho seja de excelência. A sala técnicas de provas é apenas uma das estrutura de qualidade onde nada foi deixado ao acaso.
A visita continuou com a prova das mais recentes novidades da Adega Mãe, na sala de prova já preparada para o efeito. Os vinhos provados foram os seguintes:

Dory 2012 Branco
Cor amarelo citrino, aspecto leve e jovem. Aromas intensos a fruta citrina, com toques florais e mineral e com frescura. Na boca acidez no ponto, seco, perfil frutado, com notas minerais e algum salino. Final de boca persistente.

Adega Mãe Alvarinho 2012
Cor amarelo citrino com nuances esverdeadas. No nariz um alvarinho diferente, com fruta citrina, maça verde e muita mineralidade. Na boca nivel de acidez vivaz, com muita fruta ácida, maça verde, limão, lima e toranja.Final de boca com frescura e mineralidade. Diferente.

Adega Mãe Viosinho 2012
Cor amarelo citrino, com nuances mais amareladas e intensas que os anteriores. Perfil aromático mais vegetal, alguma folha de tomateiro, algum pimento verde e folha de figueira. O toque mineral continua em fundo. Na boca um branco com volume, fruta fresca citrina, seco, toque mineral e acidez equilibrada. Final persistente.

Adega Mãe Chardonnay 2012
Cor amarelo citrino e aspecto jovem. Nariz elegante, fruta exótica com boa incorporação de citrinos leves. Na boca encontramos muita elegância, muita finess, com acidez alta e fruta sempre a acompanhar. Com 14,5º álcool e ninguém diria. Equilíbrio.

Adega Mãe Viognier 2012
Cor amarelo citrino mais pálido. No nariz ainda marcas da passagem por madeira, leves mas presentes, com traço vegetal, alguma folha de tomateiro e muito mineral. Na boca continuidade do perfil vegetal já presente nos aromas que o torna muito interessante e diferente. Cria aquela saliva que nos pede mais. Mineral e com algum volume, torna-se concerteza bom parceiro de gastronomia.

Dory Reserva 2012 Tinto
Cor granada, com  traços purpura de violetas escuros e concentração no núcleo. Bonito e cativante. Nos aromas temos fruta vermelha fresca, muita frescura e com toques equilibrado de especiarias e tostados leves. Na boca a frescura volta a ser uma caracteristica, com nível de acidez que equilibra muito bem o conjunto, alguma secura em retrogosto, toque especiado e bom comprimento final de boca. Ainda está novo. 

Um produtor recente, mas que é já uma certeza no panorama vínico nacional e que fica mesmo aqui às portas de Lisboa.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Quinta do Cardo Siria 2006 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Síria
Região: Beira Interior
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Companhia das Quintas - Vinhos, S.A.
Preço:
- € vap

Nota de Prova

Apesar de em prova cega, a sua cor, amarelo com laivos dourados, não escondeu que se tratava de um branco com idade. No nariz a confirmação que havia por ali uns anos a mais. Aroma intenso a fruta tropical madura, muito ananás, e muita laranja fresca, toque suave de madeira - madeira nova-, e algo baunilhado. Na boca ainda cheio de vivacidade, acidez equilibrada, fruta fresca, untuoso. Final de boca longo, reconfortante. Retirada a capa uma boa surpresa. Continua muito bem sim senhor.


Classificação: 90/100

Paisajes Cecias 2008 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Garnacha Tinta
Região: Rioja
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Bodegas Paisajes e Vinedos
Preço: 25€ vap

Nota de Prova
Cor rubi intenso, concentrado, cereja madura, aspecto denso. No nariz muita fruta preta madura, traços de compota, tostados delicados e notas minerais que refrescam o conjunto. Na boca está um portento de vida, provavelmente com mais um ano em garrafa a experiência seria ainda melhor. Com muita fruta, muita frescura, grande volume de boca e uma estrutura para aguentar bons e longos anos. Elegante e fresco. Final de boca persistente e sempre a pedir gastronomia.

Classificação: 89/100

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Monte Velho | Nova Imagem e Prova Vertical com David Baverstock

O Monte Velho tem cara nova. Este nosso velho conhecido, que nos tem acompanhada nos últimos anos, adoptou agora nos seus rótulos, a imagem standard do vinhos produzido pela Herdade do Esporão. Mais clean, elegante, directa e apelativa ao consumidor que procura também o aspecto estético da garrafa de vinho. Por outro lado, a fidelização do consumidor a uma única imagem e a sua ligação directa à Esporão pode assim ser efectivada.
O projecto de sustentabilidade social, económica e ambiental da Esporão tem também aqui visibilidade. Por exemplo, quer no tipo de papel utilizado nos rótulos, como também na caixas de transporte, nas garrafas mais leves ou em toda a gama de marketing criada para o Monte Velho.
Na apresentação das novas colheitas de Monte Velho 2012, que contou com a presença de João Roquette, CEO do Esporão, e David Baverstock, enólogo-chefe do Esporão, realizou-se uma prova vertical de colheitas anteriores harmonizadas com pratos tipicamente portugueses confeccionadas pela cozinha do Restaurante O Mattos em Lisboa.

Monte Velho 2012 Branco
Jovem nas nuances citrinas e esverdeadas da sua cor e com nariz bastante aromático e intenso a fruta citrina e tropical. Perfil fresco e directo. Na boca está pronto a beber, com frescura, acidez equilibrada e perfil frutado. Final de duração média e fresco.

Monte Velho 2011 Branco
A mudança de ano nota-se já na cor. Amarelo citrino mais expressivo e marcante. No nariz surge com boa intensidade, com florais exuberantes, manga madura e um certo melaço. Palato com frescura e acidez equilibradas, fruta sumarenta e boa estrutura.
Monte Velho 2010 Branco
Denota evolução na cor. Amarelos já com tonalidades palha seca. No nariz também aparecem algumas notas de evolução, mas com a fruta exótica ainda bem presente com bom equilíbrio de todas as partes. Na boca surpreende. Está compacto, coma acidez no ponto e muita fruta fresca. Nada cansado apresentando um bom corpo com ligeiro untuoso. Final que resiste e persiste.

Monte Velho 2008 Branco
Cor atractiva de amarelo com nuances douradas. Perfil aromático discreto, com notas de fruta seca, mel e fermento, pão levedo. Na boca mantém a acidez, está vivo, continua com fruta, bom volume e estrutura. Final persistente.

Monte Velho 2012 Tinto
Cor rubi, média concentração, nuances violetas. Nariz directo, com muita fruta vermelha madura, algumas notas fumadas e traço vegetal. Boa estrutura de boca, perfil frutado, vivo, macio e com final de boca longo e ligeiro travo vegetal.

Monte Velho 2011 Tinto
Mantém a palete de cor do 2012. Alterações pouco perceptíveis neste aspecto. No nariz continua com fruta vermelha madura, alguns especiados, com notas vegetais e frescura. Com volume de boca, muito frutado e boa acidez. Está no ponto.

Monte Velho 2010 Tinto
Nota-se agora alguma evolução na cor e alguma perca de concentração. No nariz a fruta vermelha continua a imperar, bem ladeada de especiados e vegetais em equilíbrio. Na boca menos volume e intensidade. Perde um pouco em relação ao anterior.

Monte Velho 2009 Tinto
Cor granada mais concentrado e mais denso que o anterior. Perfil aromático com muita fruta vermelha madura, frescura, equilíbrio e consistencia. Na boca está uma verdadeira surpresa. Vivaz, raçudo, com boa acidez e com tudo no sitio. Boa surpresa.

Monte Velho 2008 Tinto
Cor granada de média concentração. Muito expressivo no nariz, mais balsâmico e fruta madura em suporte. Bom volume de boca, taninos redondos, macios, frutado. Está muito bem na prova de boca.

Monte Velho 2007 Tinto
Na cor continuamos sem grande demonstração da idade avançada. Nariz com boa intensidade, a fruta vermelha e preta madura está bem presente e o toque vegetal e fresco complementam bem o mais adocicado da fruta madura. Na boca continua com muita vida, acidez vivaz, com fruta fresca e bom volume. Surpreende a longevidade deste tinto.

Monte Velho 2004 Tinto
Agora sim. Na cor notamos já um salto significativo na sua concentração. Menos concentrado e com nuances de evolução na cor. No nariz a fruta madura e fresca, sem grandes notas de aromas terciários, frescura e um vegetal mais seco. Boca que continua a surpreender. O tempo já se adivinha, mas continua em bom plano. Final mais seco do que os anteriores e mais curto.

O objectivo de testar a longevidade do  Monte Velho foi atingido. Interessante como tanto nos brancos, como nos tintos a qualidade é mantida e em alguns casos superada. Incrível como o Monte Velho 2008 Branco e o 2007 Tinto se encontram. Será que devo passar a fazer guarda de alguns colheita Monte Velho?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Montes Ermos Reserva 2011 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Códega do Larinho, Viosinho e Rabigato
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta, CRL
Preço: 4,90€ vap

Nota de Prova
De bem perto, a apenas meia dúzia de quilómetros, da aldeia de meus Pais, a Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta mostra que as adegas cooperativas comeam cada vez mais a sair do paradigma de vinho de cooperativa e a produzir vinhos de muita qualidade. Cor amarela citrina, nuances esverdeadas, aspecto jovem. Aroma intensos a fruta citrina com notas de fruta de caroço como o pêssego, alperce e ainda alguma meloa madura. Fruta fresca aliada a um toque mineral evidente. Na boca surge macio, com perfil frutado, fruta citrina, boa mineralidade, fresco e de acidez equilibrada. Porta-se muito bem à refeiça. Merecia uma rolha melhor...

Classificação: 80/100

Fruta Vermelha e Preta no Vinho

Aqui à uns tempos, num comentário a um dos vinhos do qual publiquei a nota de prova, um atencioso leitor indagou acerca do que seria a fruta preta no vinho. Deste modo, e para que este termo seja mais facilmente compreendido por todos juntos duas imagens do site Wine Folly que de uma forma clara nos mostra tanto exemplos de fruta vermelha como de fruta preta que poderemos encontrar no Vinho.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Paulo Laureano Vinus | Apresentação da Nova Imagem

 No passado dia 18 de Junho de 2013, no restaurante Twelve em Lisboa, teve lugar a apresentação da nova imagem da Paulo Laureano Vinus. Em ambiente informal, diria mesmo familiar, com o privilégio de ter como fundo a vista sobre Lisboa no alto do Parque Eduardo VII, o enólogo e produtor Paulo Laureano soltou breves palavras acerca do restyling dos rótulos dos seus vinhos e acerca do novo Paulo Laureano Verdelho Maria Teresa 2012 que acentua o cariz familiar que este projecto encerra.

 Uma homenagem à nova geração da família, que se inicia com este branco Maria Teresa da série Genus Generationés e terá a sua continuidade, mais para o final do ano, com o Miguel Maria. Aguardemos.
Ainda durante o discurso, reforçada a imagem mais limpa, directa e jovem, sem esquecer o novo selo Só Castas Portuguesas que passará a fazer parte de todos os rótulos. 

Para além das novidades, foram ainda provados outros vinhos de referência de Paulo Laureano e, como no caso do Selectio Grossa 2010 tinto, confirmando a potencialidade de uma casta portuguesa, da Vidigueira, e que tem aqui um belíssimo exemplo do que pode produzir.

Paulo Laureano Clássico 2012 Branco
Uma das novidades deste final de tarde. De tonalidades citrinas e de aspecto límpido e brilhante. No nariz, perfumado, intenso, com notas citrinas e fruta tropical muito bem ligadas e ligeiro toque mineral.  Na boca espera-nos um branco fresco, com perfil frutado, citrinos e travo mineral em relevo. Final de boca de média persistência e de perfil fresco.

Paulo Laureano GG Maria Teresa Verdelho 2012 Branco
A grande novidade desta apresentação,. Cor citrina e jovem, com nuances esverdeadas. Aromaticamente intenso, muito citrino e exótico, grande dose de mineralidade e perfumado floral. Está ali complexo, com muita pedra e muita fruta. No palato continuamos num perfil cheio de fruta, boa mineralidade, acidez a estalar, cheio de garra e juventude. Macio e com alguma untuosidade parece querer dizer que vai durar um bom tempo e arredondar em garrafa.

Paulo Laureano Premium 2012 Branco
Este, embora ainda jovem, parece ser aquele que mais prazer me deu a provar e beber. Cativou-me mais pelos seus aromas complexos onde a fruta citrina e os tropicais mais doces casam na perfeição com um ligeiro floral e toque da madeira, sem maçar e com muita frescura. Boca com bom volume e estrutura, sente-se na boca a palpitar, mais uma vez com a fruta e a madeira a coabitarem sem problemas. Final de boca longo, fresco e com finura.

Paulo Laureano Clássico 2011 Tinto
Como o próprio nome diz: um clássico. Cor granada de média concentração. Aromas exuberantes a fruta vermelha e preta madura, ligeiro adocicado, fresco. Na boca está novo, mas pronto a beber, macio, frutado, bem equilibrado e cativante. Final de boca longo.

Paulo Laureano Premium 2011 Tinto
Cor granada, violetas escuros, de média concentração. No nariz predomina a fruta vermelha e preta madura, muita ameixa preta, madeira bem ligada com notas leves de especiarias e tostado. Na boca surge com bom volume, taninos redondos e macios, alguma secura no meio do perfil frutado e especiado. Ligeiro picantezinho muito interessante. Final longo, persistente.

Paulo Laureano Reserve 2011 Tinto
Cor granada, com laivos vermelhos, intenso e cativante.  No nariz a fruta bem madura, muita compota, toques de redução, notas especiadas, algum vegetal e tosta fina. Complexo e a marcar pontos a casa incursão que faço. Na boca apresenta volume, untuosidade e estrutura. Mastiga-se. Macio, com a fruta já compota, com acidez a elevar a sua vida, não o deixando cair. Especiarias e toque vegetal bem ligados. Equilibrado e com final longo, longo.

Paulo Laureano Selectio Grossa 2010 Tinto
Que dizer desta Tinta Grossa que me continua a surpreender? Um dos que selecciono como top do Paulo Laureano. Aromas deliciosos e cativantes, de ficar por ali muito tempo, a senti-lo evoluir no copo e na garrafa. Na boca há volume no ponto certo, garra, fruta e frescura. Daquelas que temos de guardar pois dá certezas de envelhecimento com qualidade garantido.

sábado, 3 de agosto de 2013

Casa da Passarella A Descoberta 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Encruzado, Malvasia Fina e Verdelho
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: O Abrigo da Passarella - Casa da Passarella
Preço: 5,10€ vap

Nota de Prova
Se há vinhos que valem a pena descobrir, este é sem dúvida o caso. Descobrir e depois continuar a Descoberta. Quando o provei a primeira vez fiquei a pensar no belo branco que ali estava e na imagem/rotulagem tão cativante que me olhava nos olhos. Quando me disseram o preço respondi de imediato - Onde? No produtor? A resposta foi... Não! Numa garrafeira. Grande relação preço - qualidade. O aromas são viciantes, citrinos e tropicais presentes, muito floral e traços vegetais a rama de tomateiro delicioso. Apetece ficar por ali a cheirar. Na boca é um vinho fresco, toque mineral, frutado, com leveza e a pedir comida. Um vinho deste preço que nos deixa impressionados.

Classificação: 86/100

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