quarta-feira, 24 de maio de 2017

Alambre Ice

ALAMBRE ICE ESPUMANTE LICOROSO | VINHO DE MESA | 8,5% | PVP  28€
MOSCATEL ROXO DE SETÚBAL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
16,5

Por vezes é necessário ir mais além, fugir dos lugares comuns, ser motor de diferença e arriscar, fazer algo que possa ser motivo de grandes paixões e de grandes ódios. Mas fazer!
Domingos Soares Franco, assim posso dizer, voltou a surpreender e a mostrar o seu lado mais enfant terrible.
A partir de uma prova a um espumante de Ice Wine canadiano, produzido a partir de uvas congeladas, nasceu a ideia de fazer algo com perfil semelhante, mas na região da Península de Setúbal.
Este Alambre Ice é o resultado de uma segunda fermentação de um vinho base de Moscatel Roxo de 2005que foi previamente desalcoolizado.
De cor âmbar novo, com laivos dourados e de aspecto limpo não apresenta a libertação de bolha que seria esperada num espumante devido à sua viscosidade elevada. Revela aromas mais delicados, florais, melaço, algum fruto seco, avelãs em particular mais notadas, tangerina, laranja cristalizada e leve caramelo.
Na boca frutada e doce, sente-se um ligeiro borbulhar, fino, muito fino, pastilha de laranja, com untuosidade e volume e ao mesmo tempo leve, muito leve e fresco.
Realmente não se está à espera. Servir muito fresco.
Neste caso acompanhou uma sobremesa, mas também será indicado como aperitivo.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Pacheca 2016 Rosé

PACHECA 2016 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  6€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ
QUINTA DA PACHECA SOC AGRÍCOLA E TURÍSTICA, LDA
15

Vem de cara lavada o rosé da última colheita do produtor duriense. Aposta numa imagem mais arejada e limpa na rotulagem, mas também na cor do próprio rosé, mais elegante e de cor rosada muito leve.
Cor rosada muito clara, quase sem cor, límpido e brilhante. Nariz elegante, perfumado, fruta vermelha fresca, framboesa, morango, fresco. Boca com boa acidez, leveza, fruta fresca, final de boca médio e grande frescura.
À mesa apostar também na leveza e frescura dos ingredientes. Saladas, Sushi e peixe branco grelhado serão óptimas opções.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

6º Concurso de Vinhos do Douro Superior | E Os Vencedores Foram.....

O Festival de Vinhos do Douro Superior, que este fim-de-semana teve lugar em Vila Nova de Foz Côa, celebrou o seu sexto aniversário em festa e distinguiu também os melhores vinhos levados a prova no 6º Concurso de Vinhos do Douro Superior.

Este ano estiveram à prova um total de 153 referências vínicas divididas entre 52 brancos, 89 tintos e 12 vinhos do Porto, e tendo sido criteriosamente avaliadas, “às cegas”, por 28 jurados, de entre um painel composto por críticos, jornalistas, bloggers, escanções e representantes do comércio. 
Mais uma vez um concurso onde cada júri é posto à prova com vinhos de elevada qualidade e onde cada passo da prova é de extrema importância na aferição mais justa de cada um. 

A somar aos três galardões respeitantes aos “melhores”, foram também atribuídas mais 16 medalhas de ouro (4 para tintos, 10 para brancos e 2 para vinho do Porto) e 32 medalhas de ouro (10 para brancos, 19 para tintos e 3 para vinho do Porto). No total saíram vencedores 51 vinhos e, à semelhança da edição de 2016, não foram outorgadas medalhas de bronze o que é revelador da qualidade dos vinhos apresentados.

MELHOR BRANCO
Quinta da Pedra Escrita 2015 Branco | Rui Roboredo Madeira Vinhos

MELHOR TINTO
Quinta da Touriga Chã 2014 Tinto | Jorge Rosas Vinhos

MELHOR PORTO
Cockburn´s Quinta dos Canais Porto Vintage 2007 | Symington Family Estates 

MEDALHAS DE OURO E PRATA
VINHO BRANCO
OURO
Castello d’Alba Vinhas Velhas 2015 | Rui Roboredo Madeira Vinhos
Couquinho Superior 2016 | Quinta do Couquinho Soc. Agrícola 
Quinta da Bulfata Reserva 2014 | Quinta da Bulfata 
Sequeira Grande Reserva 2014 | Quinta da Sequeira

PRATA
CARM C.M. 2015 | CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira
Crasto Superior 2015 | Quinta do Crasto
Colinas do Douro Reserva 2015 | Colinas do Douro
Duas Quintas Reserva 2015 | Adriano Ramos Pinto Vinhos
Gambozinos 2016 | Cabanas do Castanheiro
Golpe Reserva 2016 | Manuel Carvalho Martins
Muxagat 2014 | Muxagat Vinhos
Palato do Côa Reserva 2015 | 5 Bagos
Quinta dos Castelares Reserva 2015 | Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira
Quinta da Sequeira Reserva 2015 |  Quinta da Sequeira

VINHO TINTO
OURO
Adão António Aguiar Grande Reserva 2015 | Adão & Filhos
Crasto Superior Syrah 2014 | Quinta do Crasto
Duas Quintas Reserva 2014 | Adriano Ramos Pinto Vinhos
 Duorum Vinhas Velhas Reserva 2015 | Duorum Vinhos
 Maritávora Nº 2 Grande Reserva 2013 |  Maritávora
 Moinhos do Côa Reserva 2014 | Artur Adriano Proença Rodrigues
Quinta da Leda 2014 | Sogrape Vinhos
Quinta da Sequeira Reserva 2014 | Quinta da Sequeira
 Quinta do Vesúvio 2012 | Symington Family Estates
Terras do Grifo Grande Reserva 2014 | Rozès

PRATA
Cadão Reserva 2013 | Mateus e Sequeira
Casa da Palmeira Reserva 2012 | Manuel Joaquim Pinto
Castello d´Alba Limited Edition 2013 | Rui Roboredo Madeira Vinhos
Crasto Superior 2014 | Quinta do Crasto
Dona Berta Reserva 2013 | H F. Verdelho
Duvalley Reserva 2013 | Quinta Picos do Couto
Holminhos 2012 | Quinta Holminhos
 In Culto Reserva 2014 | Zero Defeitos
Mapa Reserva Especial 2014 | Mapa
Pai Horácio Grande Reserva 2013 | Vinilourenço
Palato do Côa Reserva 2013 | 5 Bagos
Quinta Azinhate Reserva 2013 | H. Abrantes - Wines
Quinta Dona Doroteia Reserva 2014 | Sebastião Augusto Oliveira
Quinta da Terrincha Lote T14 2014 | Quinta da Terrincha
Quinta do Couquinho 2014 | Quinta do Couquinho Soc. Agrícola
Quinta dos Quatro Ventos 2014 | Aliança Vinhos de Portugal
Quinta dos Romanos Reserva 2014 | Maria Lucinda Todo Bom
Damião Cardoso Remisi’Us Reserva 2014 | Carrelo & Covas Consultores
Vale do Malhô Reserva 2014 | Sebastião Augusto Oliveira

VINHO DO PORTO
OURO
 Amável Costa Tawny 40 Anos | Agostinho Amável Costa
Quinta de Ervamoira Tawny 10 anos | Adriano Ramos Pinto Vinhos

PRATA
Amável Costa Tawny 10 Anos Agostinho | Amável Costa
Duorum Vintage 2011 | Duorum Vinhos
Quinta do Vesúvio Vintage 2001 | Symington Family Estates

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Douro TGV, O Vinho e O Digital

O Douro TGV fez paragem, ao terceiro dia, no Vinho. A manhã deste dia começou com duas acções distintas. O painel de jurados para o primeiro Concurso de Vinhos Douro TGV by Regia Douro Park reunia e colocava à prova cega uma série de vinhos tintos e brancos para eleição dos três melhores em cada categoria. É costume ouvir que a primeira vez é sempre a mais difícil e esta foi como todas as outras. Alguns pormenores a corrigir no futuro, mas os alicerces estão bem fundeados e prontos para o próximo ano.
Ao mesmo tempo, começava ao lado uma viagem enológica por diferentes regiões vitivinícolas suportada pela presença e testemunho do espanhol Rául Perez, do português João Tavares da Silva e do luso-australiano David Baverstock. Figuras de luxo numa apresentação e diálogo moderado por Tim Hogg. Não pude assistir devido a estar a participar como júri no concurso, mas o feedback que recebi à posteriori fez-me ficar com a sensação de uma manhã rica e recompensadora para quem pôde estar presente.
A tarde foi preenchida com uma animada e participada Mostra de Vinhos e Sabores e com a apresentação dos vencedores do 1º Concurso de Vinhos Douro TGV by Regia Douro Park. O desfile habitual nestes certames, onde entre os anúncios e as palmas, se vão distribuindo felicitações e abraços pelo bom trabalho desenvolvido.
Todavia, o que realmente me pareceu diferente e diferenciador, foi a aposta, num horário logo a seguir ao almoço, de um programa todo ele dedicado ao Vinho e ao Digital, no qual também tive oportunidade de apresentar o Blog Comer, Beber e Lazer. Na Escrita e Crítica Digital estiveram presentes o Comer, Beber e Lazer, o blog Flavours & Senses e a revista digital Mutante Magazine. Diferentes aproximações do tema com muito valor.
Nas Ferramentas Digitais ao Serviço do Vinho, o André Ribeirinho apresentou o seu Adegga e o João Miguel Simões o Adressbook tendo como base o Instagram como potencial de informação.
Fechou-se este ciclo, e muito bem, com a apresentação dos Vinhos - Filhos do Digital, ou seja, como o próprio nome indica, vinhos que nasceram da existência no digital de dois Blogs. O Vinho do Blog Bebes.Comes e do Blog Bons Rapazes.
Recordo-me de constatar, com satisfação, que nem o mau tempo afastou os participantes. Vinhos e sabores a conhecer com entrada gratuita. Um luxo.

Foto de Pedro Moreira. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 16 de maio de 2017

6º Festival do Vinho do Douro Superior | 19 a 21 Maio 2017

No próximo fim-de-semana Vila Nova de Foz Côa volta a ser palco para mais uma edição do Festival do Vinho do Douro Superior. Este será o 6º Festival do Vinho do Douro Superior (FVDS) e é com muito prazer que tenho vindo a acompanhar a sua evolução desde o primeiro ano.
Este é um evento anual que prezo bastante, não só por representar uma região de onde são as minhas raízes familiares, mas também por dar a conhecer ou (re)lembrar produtores com vinhos de elevada qualidade, muitos deles pequenos produtores e pouco conhecidos do consumidor.
Este ano promete ser ainda melhor que nos anos anteriores e por isso não precisarei de dizer que cá estarão 69 produtores de vinho, 9 produtores e representantes de produtos locais, as belas das tasquinhas e até terminar a noite com actuação de Tony Carreira.
Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, São João da Pesqueira, Torre de Moncorvo e Vila Flor são os sete concelhos circundantes de Foz Côa que vão, de alguma forma, estar representados no FVDS.
Três dias de entrada livre completamente dedicados ao melhor da sub-região mais a montante do Douro.
Ver mais informação e programa aqui.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Provas: O Vinho Para a Garrafeira Caseira

Saber com que vinho fazer nascer uma garrafeira lá em casa é sem dúvida uma das questões com que qualquer enófilo se preocupa. Se apenas compra brancos ou tintos, se compra jovens ou se com mais idade, o que vale a pena guardar ou o que é para beber num curto espaço de tempo. Mais uma vez, algumas dicas que deixo no site Enólogo Chef Continente que podem ajudar em algumas dúvidas.
"(...)Quantas vezes acontece ir comprar uma garrafa de vinho à pressa devido a uma visita inesperada ou a uma jantarada combinada à última da hora? Olhar para a despensa ou para a garrafeira e perceber que está vazia ou que nenhum dos vinhos na mesma se adequa à ocasião. Na urgência do momento, a escolha pode não ser a mais acertada quer a nível de qualidade, como a nível de diversidade e, mais importante, preço.(...)" continuar a ler aqui.

sábado, 13 de maio de 2017

1º Concurso de Vinhos Douro TGV by Regia-Douro Park 2017 | Premiados

O 1º Concurso de Vinhos Douro TGV by Regia-Douro Park teve ontem lugar em Vila Real contando com mais de 60 vinhos em prova, brancos e tintos, Douro e Trás-Os-Montes.
O nível dos vinhos a concurso revelaram um padrão de qualidade elevado resultando numa aguerrida disputa no topo das pontuações com os primeiros lugares a serem decididos por muito pouca diferença entre eles.
Ao Regia-Douro Park e à UTAD (Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro) os meus parabéns pela iniciativa, pelo excelente trabalho e a continuar no futuro. 

Os premiados nos Tintos foram Montes MONTES PINTADOS (DOURO), TERRAS DO GRIFO GRANDE RESERVA 2014  (DOURO) e APAIXONADO RESERVA 2014 (DOURO).

Quanto ao Brancos, os três melhores foram PIANO (DOURO), MAFARRICO 2015 (DOURO) e ENCOSTAS DO RABAÇAL CÓDEGA DO LARINHO 2016 (TRÁS-OS.MONTES).

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dona Berta Tinto Cão Reserva 2011 Tinto

DONA BERTA TINTO CÃO RESERVA 2011 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  18€
TINTO CÃO
HERNÂNI A. M. VERDELHO
17

O Tinto Cão do Douro Superior, com uma expressão muito assertiva da casta, muita frescura, proveniente de maturações mais lentas e de vindimas mais tardias.
O Tinto Cão que nasce do terroir do Freixo de Numão foi a minha (nossa) companhia de um longo jantar onde o naco de vitela maturado se fez também conviva. E bem!
Visualmente de cor rubi e violetas cerrados, escuros e de aspecto bastante jovem apesar da data da colheita. Bouquet aromático dominado pela fruta vermelha e preta num primeiro plano e depois já muito bem ligado com notas proveniente do estágio em barrica, alguma nota vegetal, giesta seca, fino especiado e amplitude fresca. Um jovem na prova de boca, vivaz, corpulento e de tanino poderoso. Direi que ainda é um menino e que tem uma vida longa pela frente.
Porta-se muito bem com comida e vai revelando mais de si à medida que o tempo de abertura aumenta.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

As Novas Colheitas da Quinta das Carvalhas num Almoço 100 Maneiras

A mais emblemática propriedade da Real Companhia Velha está situada na margem esquerda do Rio Douro, junto ao Pinhão, e é aqui que estão as vinhas que dão origem aos topos de gama desta casa. A Quinta das Carvalhas conta com quatro vinhos de excepcional qualidade nascidos sob a batuta do Enólogo Jorge Moreira: o Carvalhas branco, o Carvalhas Vinhas Velhas e Tinta Francisca Tinto e o recém chegado Carvalhas Touriga Nacional.
As novas colheitas dos primeiros três e a novidade touriga nacional foram assim apresentados à prova, numa primeira fase sozinhos, e depois em companhia dos pratos idealizados pelo Chef Ljubomir Stanisic no Bistrô 100 Maneiras.

Antes da prova lugar a algumas palavras dos protagonista principais como o Enólogo Jorge Moreira e Pedro Silva Reis. Mais uma vez mais, Álvaro Martinho arrebatou a atenção dos presentes com a sua paixão a fazer-se sentir nas suas palavras. Começou a medo, mas em poucos segundos a forma apaixonada como sente as Carvalhas veio ao de cima

CARVALHAS 2015 BRANCO | DOURO | 13% | PVP 23€
VIOSINHO, GOUVEIO
REAL COMPANHIA VELHA
17
Cor amarelo citrino, tonalidades jovens, limpo e brilhante. No nariz as notas de fruta de caroço, alperce, ameixa amarela, floral em equilíbrio, barrica já muito bem ligada, leves tostados, com traço mineral, fresco. Boca com volume, acidez acutilante, travo a pêssego, alperce frescos, com envolvência de boca, muita frescura e equilíbrio. Final de boca longo.
À mesa fez ligação com o Camarão Sob Pressão. Sem medo da especiaria e do molho de mostarda.

CARVALHAS TINTA FRANCISCO 2013 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP 38€
TINTA FRANCISCA
REAL COMPANHIA VELHA
18
Cor vermelho, mais aberto, média intensidade, aspecto jovem, bonito e cativante. No nariz cativa em primeiro lugar a frescura com com a notas de fruta vermelha e preta nos chega, muito bonita, elegante, com algumas notas de bosque a aparecer, alguma turfa e, repito, frescura notável. Na boca continua com intensidade, tanino marcado, a fincar pé, cheio de estrutura, com a fruta fresca a dar um lado veraniano, intenso e longo no final. Continuo a gsotar muito do perfil deste vinho.
O Prato Pregar na Nossa Freguesia, em camadas género lasanha, fez harmonização bem conseguida.

CARVALHAS TOURIGA NACIONAL 2014 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP 38€
TOURIGA NACIONAL
REAL COMPANHIA VELHA
18
Cor rubi vermelhão de média concentração, mais escuro no núcleo, aspecto límpido. Aromaticamente muito delicado e elegante, fino, mostrando a fruta vermelha, as notas de violetas e um lado citrino, de bergamota, que lhe dá uma frescura e intensidade fora da caixa. Acidez vivaz de boca, com volume, mosdiscável, complexo, com tanino ainda com tempo pela frente, fresco, uma nota de chá preto no final, a amargar um pouco e final de boca longo e persistente.
Casou com um tártaro que acabou por o não ser. O Já Foste, Tártaro trouxe-lhe mais amplitude e envolvência.

CARVALHAS VINHAS VELHAS 2014 TINTO | DOURO | 14% | PVP 50€
VINHAS VELHAS
REAL COMPANHIA VELHA
17,5
Cor rubi intenso, média concentração, aspecto límpido. No nariz destacam-se as notas de fruta vermelha e preta, leve bergamota, com as notas de barrica a ligar ao conjunto, baunilha discreta, especiarias e herbáceo fresco. Boca firme, com grandr estrutura e volume, concentração, a secar o palato, tanino macio, fruta vermelha e preta fresca, especiado, vegetal da giesta, integrado e equilibrado. Final de boca longo. É um vinho ainda a crescer. Vou esperar por ele.
Quanto à ligação à comida, na minha opinião a menos conseguida, embora o desafio tenha sido audaz. A Couve Em Flor mostrou-se bem, mas a precisar de algo mais para ser conseguida.

MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA 2013 BRANCO LATE HARVEST | DOURO | 12,5% | PVP €
SEMILLON
COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DO ALTO DOURO, SA
17
Cor âmbar jovem, dourados limpos, aspecto limpo. No nariz revela notas de pêssego passa, melaço, açúcar de mel, uva passa, sensação doce. Na boca mostra doçura inicial, bem temperada com uma acidez citrina, refrescante, alguma leveza e untuosidade, com frescura, num perfil mais limonado. Trata-se um perfil pretendido e desenhado para o restaurante. Apenas 800 litros que vão deixar saudades.
Surpreendeu logo no inicio da refeição quando apareceu lado a lado com um improvável prato de vários legumes com diversos estados de fermentação, forte de apimentados e de vinagre pickle. Este A Fermentar estava apenas e só brutal.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Arundel Petit 2012 Tinto

ARUNDEL PETIT 2012 TINTO | MESA | 14% | PVP  13€
ARAGONÊS, TRINCADEIRA, SYRAH, ALICANTE BOUSCHET
JOAQUIM ARNAUD
16

Continuação da homenagem do produtor Joaquim Arnaud ao seu antepassado Guilherme Arnao, descendente dos Condes de Arundel. Conheço-o já a algum tempo e tenho observado com curiosidade a sua evolução ao longo do tempo desde que o bebi pela primeira vez corria o ano de 2014.
Mais uma vez um vinho cheio de carácter e personalidade ou,  à medida que vou conhecendo melhor o produtor, poderei dizer pessoalidade.
Está, nesta fase, num dos melhores momentos de forma desde que o conheço. Continua jovem, vivo, fresco e pronto para ir à mesa, com boa comida e com amigos.
Cor rubi intenso, média concentração, de aspecto límpido e jovial. No nariz a intensidade da fruta vermelha e preta madura, algum cacau, mentolados frescos, barrica ligada, bergamota, especiaria fina e leves notas balsâmicas. Boca com volume e estrutura, com uma fruta vermelha bem fresca e bonita, especiaria fina e perfil fresco, muito fresco. Termina longo e com uma frescura imensa.
Vamos à procura de companhia no prato para ele.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

D. Graça Espumante Bruto Natural Viosinho 2013 Branco

D GRAÇA ESPUMANTE BRUTO NATURAL VIOSINHO 2013 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  15€
VIOSINHO
VINILOURENÇO, LDA
16,5

O nascimento deste espumante, único, feito a partir da casta Viosinho tem como grande objectivo do produtor explorar e, porque não, maximizar a aptidão que a casta viosinho plantada no douro superior a uma altitude de cerca de 700m tem para a produção de vinhos espumosos de elevada qualidade.
Cor citrino, aspecto limpo e brilhante, com bolha muito fina e persistente. Mostra-se elegante de aromas, vai buscar leves notas de torrada, brioche, pão a levedar, tudo muito pé ante pé, muito delicado. Espuma leve e fresca na boca, cremoso, limpa o palato pela sua acidez estaladiça, que nos seca a boca, que nos faz salivar e que nos faz procurar por algo para trincar.
Sem dúvida um espumante para levar para a mesa.
A primeira experiência do produtor no campo dos espumosos que me aguça a curiosidade para o próximo.

sábado, 6 de maio de 2017

Tendências: Dia da Mãe Oferecer um ramo de flores ou uma garrafa de vinho?

Amanhã é o dia da Mãe. Dia especial. De festa, que o devia ser todos os dias, mas que neste dia se celebra este amor incondicional.  E quanto àquela lembrança especial que quer deixar à sua Mãe? Já tem tudo planeado? Deixo uma dica.preparação para o verão? Oferecer um ramo de flores ou uma garrafa de vinho? Mais uma publicação do Comer, Beber e Lazer no Enólogo Chef Continente.
"(...)O Dia da Mãe está próximo e, embora se costume dizer que não é preciso haver um dia no calendário que nos lembre da importância que ela tem para nós, neste dia todos gostamos de fazer uma gracinha especial. É dia de pensar na prenda para a Mãe.(...)" continuar a ler aqui.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Raya 2010 Tinto

RAYA 2010 TINTO | BEIRAS | 14,5% | PVP  9,5€
TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
HORTA DE GONÇALPARES SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
16,5

Conta o contra-rótulo, com alguma piada, que o "vinho que afortunadamente acaba de encontrar" foi produzido a partir das castas touriga franca e tinta roriz cultivadas em agricultura biológica numa pequena vinha na Beira Baixa.
A piada do afortunadamente pois encontrar uma das 2600 garrafas produzidas deste vinho foi, de facto, muito difícil; por outra lado, e muito a sério, a qualidade elevada dos vinhos que continuam a chegar desta região. Como é que os vinhos desta região não são mais procurados?
Surpreende em primeiro lugar pela juventude da cor que não revela a verdadeira idade do que temos no copo. Ainda vermelho concentrado, ligeiras nuances de casa de cebola denunciam-lhe alguns ano, mas não os que tem. No nariz continua bem nítida a fruta preta, as notas frescas de bosque, especiaria fina, barrica completamente ligada, fresco e respirante. Na boca continua mostrar estar em forma, mais arredondado e polido, com textura, volume, com a fruta ainda bem presente, especiaria fina, pleno de equilíbrio e com final longo e fresco.
Que bem que fica à mesa...

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ouvi Dizer Que... Só Devemos Guardar Vinho Tinto

A semana passada, enquanto visitava uma garrafeira em Lisboa à procura de alguma surpresa que por ali pudesse andar perdida Ouvi Dizer Que... só se deve guardar vinho tinto. Parei por um segundo, tentei isolar o som das palavras para tentar perceber de onde vinham. Um cliente desconhecedor - pensei por um pouco-, e não me enganei por muito.  Um grupo de alegres apaixonados pelo vinho faziam conversa acerca do que iam comprar e afirmavam bravamente que para guardar só comprariam tinto. Branco era para beber de imediato com os dias quentes.
Embora seja tema para outro dia, fiquei ainda mais surpreendido quando o vendedor na garrafeira, numa tentativa de ajudar nas compras, acenava positivamente com a cabeça e ia dizendo, "(...) têm toda a razão (...)".
Ora, nada mais falso. Aliás, cada vez mais temos a certeza da excelência de vinhos brancos com idade, espumosos envelhecidos e os mágicos licorosos/fortificados. A verdade é que alguns vinhos brancos, principalmente com algumas castas e de regiões particulares  envelhecem e bem.
São vinhos que pedem mais uma ligação à mesa, que pedem conforto e que nos enchem a alma. Podem por isso começar a enriquecer as vossas garrafeira sem medo do envelhecimento de outros tipos de vinho que não o tinto.

Fotografia: DR

terça-feira, 2 de maio de 2017

Dona Berta Vinhas Velhas Reserva Rabigato 2015 Branco

DONA BERTA VINHAS VELHAS RESERVA RABIGATO 2015 BRANCO | DOURO | 14% | PVP  12€
RABIGATO
HERNÂNI A. M. VERDELHO
16,5

Casta branca de eleição no Douro teve a sua primeira colheita na Dona Berta apenas em 2001. Aqui é produzido a partir de vinhas situadas a uma cota elevada, cerca dos 500 m, factor que permite uma maturação lenta e obter uvas equilibradas, perfumadas e com grande frescura.
De cor citrina, com esverdeados brilhantes e de aspecto jovem mostra no nariz fruta citrina, maça verde, alguma flor branca, traço herbáceo e muita frescura, muita pedra molha. Na boca, revela a sua juventude e irreverência primeiro pela sua acidez e depois pelo volume e estrutura, que não estaria à espera. Muita fruta fresca e grande equilíbrio que nos faz passar ao lado dos 14% de álcool para um branco.
Neste tipo de vinho sempre um dilema que me assalta. Sabe-me muita bem assim jovem e impetuoso, mas sei que uns anos em cima de esquecimento na garrafeira o deve deixar pleno de complexidade e com um perfil que muito me agradará.
Termina longo e fresco.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Douro T.G.V. | Uma Viagem Com Sentido(s)

O Douro T.G.V., que não é um comboio , mas que chega a toda a velocidade a Vila Real nos próximos dias 10, 11, e 12 de Maio, pretende ser uma iniciativa de promoção do Turismo, da Gastronomia e do Vinho. Promovido e tendo como palco as instalações do Regia-Douro Park - Parque de Ciência e Tecnologia, promete debater e dar a provar o que a região tem de melhor e até de mais inusitado.
DOURO T.G.V.: o nome que nasce do conteúdo que lhe dá origem, ‘T’ de turismo, ‘G’ de gastronomia e ‘V’ de vinho. São precisamente estes os temas que vão dar corpo a três dias de grande “aceleração” na região do Douro.
No primeiro dia, há que começar por “forrar o estômago”. Ao iniciar este ciclo de três dias e três temas com a Gastronomia, a 10 de Maio. Sob a designação ‘Douro Gourmet’ o programa divide-se em quatro abordagens temáticas: Douro Internacional, Douro Integral, Douro local e Douro Mundial, sendo moderado por Duarte Calvão (crítico gastronómico e promotor de eventos gastronómicos; co-autor do blog Mesa Marcada) e Teresa Albuquerque (da Fundação Casa de Mateus). Rui Paula (DOC, DOP e Casa de Chá da Boa Nova), Miguel Castro e Silva (DeCastro Elias, DeCastro Flores, Porto Cruz) e André Magalhães (Taberna da Rua das Flores) são apenas alguns dos chefes convidados, aos quais se juntam nomes como os de Graça Saraiva, da Ervas Finas, e Francisco Pavão, expert em azeites.
São três os momentos de degustação (pequeno-almoço, brunch e lanche) em que aos sabores endógenos se irão misturar alguns mais exóticos.
O tema Turismo embarca no DOURO T.G.V. na tarde de dia 11. Sob o mote ‘Douro 3.0.’ vai ser explorada a vertente tecnológica ligada ao turismo. As viagens são cada vez mais planeadas com base em visitas prévias, feitas através do mundo digital. Quem navega no Douro? Uma questão com duas dinâmicas – virtual e no rio – e cuja resposta estará a cargo de Mário Ferreira, da Douro Azul. O Douro está a ser palco de grandes investimentos turísticos, que serão apresentados neste dia, como por exemplo a cidade do vinho pelas mãos da Sogrape e da Symington.
Por fim, o tema Vinho. A sexta-feira, dia 12, é dedicada ao néctar de Baco. A manhã vai ser de trabalho em duas frentes. Uma Viagem Enológica por diferentes regiões vitivinícolas, com o testemunho do espanhol Raúl Perez, da francesa Valerie Lavigne e do luso-australiano David Baverstock, e moderada por Tim Hogg, cientista na área da enologia, reconhecido professor universitário e director do Centro de Excelência da Vinha e do Vinho (CEVV), inserido no Regia-Douro Park.
Ao mesmo tempo acontece a primeira edição do Concurso de Vinhos Regia-Douro, no qual estarão à prova referências dos produtores presentes no DOURO T.G.V., que encerra com chave-Douro com uma mostra e prova de vinhos de todo o país e aberta ao público.
A tarde começa com um painel intitulado O Vinho e o Digital e durante o qual vão ser abordados os sub-temas A escrita e crítica digital, Ferramentas digitais ao serviço do vinho e Vinhos - filhos do digital. O Blog Comer, Beber e Lazer  irá estar presente  participar no sub-tema A Escrita e Crítica Digital... a não perder!
No sub-tema Vinhos - filhos do digital será apresentado, em primeira-mão, o projecto Bons Rapazes by Lavradores de Feitoria, materializado num branco e num tinto da autoria da dupla Tiago Froufe da Costa e Pedro Teixeira (actor da TVI) e do produtor duriense Lavradores de Feitoria; e o DOC Dão Bebes.Comes, do casal de bloggers Joana Marta e Pedro Moreira e da enóloga Lúcia Freitas.
O programa do evento e outras informações estarão disponíveis no site do Regia-Douro Park, em www.regiadouro.com.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Quinta dos Távoras Reserva 2013 Tinto

QUINTA DOS TÁVORAS RESERVA 2013 TINTO | TRÁS-OS-MONTES | 14% | PVP  11€
VINHAS VELHAS
ESSÊNCIA DO DOURO, WINES AND GOURMET, LDA
16,5

Os vinhos da região de Trás-Os-Montes são cada vez mais uma certeza e em breve começaram a estar nos copos dos apreciadores portugueses.
A Costa Boal Family Estates é um dos players que nos fará chegar vinhos com quelidade, de fresco pleno de frescura e com grande potencial de guarda. Cor rubi concentrado, de violetas escuros e intensos, fechado, aspecto limpo.
Aromas delicadoa e elegantes a fruta preta e fruta azul, cassis, amora, algumas notas de bosque, fresco e respirante. Boca com largura, estrutura, quase que mastigável, enche o palato. De taninos presentes, gordos, com fruta vermelha fresca, equilíbrio e com final de boca longo e persistente.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pacheca 2016 Branco

PACHECA 2016 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  4,99€
CERCEAL, MALVASIA FINA, GOUVEIO, MOSCATEL GALEGO BRANCO, VIOSINHO
QUINTA DA PACHECA SOC AGRÍCOLA E TURÍSTICA, LDA
15

Cor amarelo citrino aberto, com ligeiros esverdeados, pouca cor, aspecto limpo e jovem. No nariz mostra-se um bouquet de fruta citrina e tropical intenso, com notas do moscatel a sobressairem um pouco, frescura dada por leves notas mais vegetais e de pedra partida. Na boca revela acidez e algum volume, redondo, polido, leve e fácil de beber, com fruta fresca, sumarento, equilibrado e com final de boca médio - longo.
 A sua leveza e prontidão de boca farão dele uma boa escolha para beber de forma descontraída neste verão.

domingo, 23 de abril de 2017

Tendências: O Vinho Engorda?

Em preparação para o verão? Preocupado com o peso em excesso e com as dietas miraculosas?Chegou o momento de pensar (um pouco) se o consumo de vinhos engorda ou se emagrece. Mais uma publicação do Comer, Beber e Lazer no Enólogo Chef Continente.
"(...)O vinho está na moda. Beber vinho e, mais importante, perceber de vinho ou perceber o vinho é cada vez mais um factor valorizado na nossa sociedade. Por outro lado, o que também está na moda é o estar Fit, ou seja, ter o peso certo e a condição física acertada para a idade. Desta forma, e tendo o consumo de vinho como primordial, torna-se necessário saber se o vinho engorda ou emagrece?(...)" continuar a ler aqui.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Quinta de Lourosa em Lisboa Com Novidades na Bagagem

A Quinta de Lourosa veio até Lisboa para apresentar duas novidades, o Quinta de Lourosa Arinto e Loureiro 2016 e Quinta de Lourosa Alvarinho 2015, como também voltar a dar a provar o seu actual topo de gama Vinha do Avô, feito a partir da casta Arinto, numa ligação à mesa inesperada, mas conseguida.
Rogério de Castro e sua filha Joana de Castro são os grandes motores que fazem avançar o projecto da Quinta de Lourosa, localizada na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no concelho de Lousada, e que juntos facilmente deixar revelar o seu apego pela terra, a paixão pelo vinho e amor pela família e sua herança.

Vinhos a seguir com atenção, dos quais foram provados e depois levados à mesa com a comida do Wine Lover Bairro Alto as duas novidades já referidas e o Vinha do Avô, um vinho especial elaborado unicamente a partir da casta Arinto e que é fruto do amor pela natureza e pela vinha, sendo uma homenagem dos netos (Mariana, Francisco e Mafalda) ao avô, Rogério de Castro. Do portefólio fazem parte vinhos brancos, rosados, tintos e espumantes.

QUINTA DE LOUROSA 2016 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP 4€
ARINTO, LOUREIRO
QUINTA DE LOUROSA SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
15,5
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto limpo e jovem. No nariz mostra boa intensidade aromática, notas florais e citrinas em bom plano, revelando neste momento mais a casta loureiro em relação ao arinto. Na boca acidez definida, em equilíbrio com as notas de fruta fresca, alguma textura e volume e terminando longo.
A sua acidez e frescura revela-se cartada poderosa quando em ligação com pratos com alguma gordura, queijos e enchidos.

QUINTA DE LOUROSA ALVARINHO 2015 BRANCO | MINHO | 13% | PVP 8,5€
ALVARINHO
QUINTA DE LOUROSA SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
16
Cor amarelo citrino, definido, alguns esverdeados, aspecto limpo e brilhante. No nariz a fruta aparece envolta em leves tostados, barrica ainda um pouco saliente, traço mineral e fresco. Expressivo de boca, acidez firme e com tensão, envolvente e com algum corpo que o torna mais apetecível e guloso. Com a barrica praticamente ligada na prova de boca é um vinho que termina longo.

QUINTA DE LOUROSA VINHA DO AVÔ BRANCO | VINHO DE MESA | 11,5% | PVP 30€
ARINTO
QUINTA DE LOUROSA SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17
Deste foram apenas engarrafadas 1500 garrafas magnum. Homenagem à Vinha e ao Avô Rogério de Castro, um Arinto que é um lote de 3 colheitas (sobretudo 2013, mas também 2014 e 2015) com fermentação em barrica usada.
Cor amarelo palha seca, definido, aspecto límpido. Nariz muito citrino, laranja, bergamota, tangerina, maçã, algum salino e granito, fresco. Volumoso de boca, toranja, toranja e mais toranja, acidez brutal, sólido. Surpreendentemente jovem e austero, assente nas notas citrinas de lima e laranja, uma fina mineralidade a dar requinte. Precisará agora de mais tempo em garrafa para ganhar outra dimensão.
À mesa foi servido com a sobremesa. Queijo de cabra e compota de abóbora, tarte de amêndoa e toucinho do céu. Resultou e bem.
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QUINTA DE LOUROSA 
Lourosa, 4620-722 SOUSELA
Telf:   +351 255 815 312
Telm: +351 963 213 655
Mail: info@quintadelourosa.com

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Restaurante Café Garrett - Lisboa

Em cartaz desde já algum tempo no Teatro D. Maria II em Lisboa está o restaurante de Leopoldo Garcia Calhau que nos faz tropeçar à entrada do Teatro, parar para ler a ementa e depois nos obriga a sentar para trincar qualquer coisa.
O espaço convida a comer, a beber e a conversar. Durante o dia a esplanada fechada com grandes painéis de vidro é a atracão. À noite, a sala interior convida a momentos mais intimistas ou de reflexão antes de seguirmos o nosso caminho até ao nosso lugar em noite de peça.

À mesa os pratos revelam a simplicidade dos sabores autenticos, marcadamente de aposta na cozinha mediterrânica, na comida de conforto e nas memórias que nos conseguem trazer no momento de as degustar. Não será por isso estranho perceber a ligação afectiva a alguns deles ou a algum produto em particular quando o prato nos é apresentado à mesa.

Conforme indicado na ementa, Para Começar... Tomate, Pimentos e Ovo (Tomatada). Fechar os olhos e acordar os sentidos e a memória com o aroma e o sabor deste prato. Tudo no ponto e sem ser a época do tomate.

De seguida, a passagem para A Bifana. Uma interpretação de Leopoldo Garcia Calhau que surpreende pelos sabores mais acidez e picantes da mostarda em contraste com a doçura de um pão tipo brioche e a leveza do panado de carne. Pessoalmente dispensava as batatas tipo palito, mas confesso que também poderá ser apenas uma perseguição muito pessoas a este tipo de batata.

Já na fase de Sem Espinhas e Sem Osso, seguiu-se O Polvo, Batata Doce e Coentros. A ligação sempre fantástica do polvo com a batata doce, a intensidade do coentro   e um coulis de pimentos vermelhos de não deixar por lá vestígios no final da refeição.

Para sobremesa, e apesar das restantes opções, é obrigatório o Pudim de Noz da Joana. Uma verdade obra do "Demo" para atentar a qualquer dieta ou tentativa de fuga afirmando que não é costume comer doces no final da refeição. A primeira vez que saboreei este doce acho que comi umas três fatias... e não senti nenhum remorso ou culpa pelo que acabara de fazer.
Este pudim, uma receita de sua família com mais de 40 anos, leva apenas nozes, ovos, pão e açúcar. Uma perdição!

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CAFÉ GARRET
Tipo de Cozinha: Tradicional Portuguesa, Alentejo
Copos de Vinho Adequados: Sim
Estacionamento: Fácil (Pago)
Horário: Terça a Domingo das 12:00h às 24:00h
Preço Médio Refeição: 20€

Morada: Teatro Nacional D. Maria II, Praça D. João Da Câmara, 1100-201 LISBOA
Telefone: + 351 211 933 532
Na Net: Página de Facebook

terça-feira, 18 de abril de 2017

Assobio 2016 Branco

ASSOBIO 2016 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  7,49€
VERDELHO, GOUVEIO, VIOSINHO, RABIGATO, CÓDEGA DO LARINHO
MURÇAS, SA
16

Assobio é o nome de uma vinha na Quinta dos Murças, propriedade do Esporão, onde, ao final da tarde, se ouve o vento assobiar. Parcelas com características únicas, orientadas a Norte e a cotas mais elevadas que produzem vinhos mais frescos e de grande versatilidade à mesa. Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aberto, aspecto limpo e jovem. No nariz mostra boa intensidade, citrinos a dominar, lima, fruta de polpa amarela e leve tropical bem colocado, granito molhado, fresco. Boca com acidez equilibrada, boa secura, muita fruta de polpa amarela fresca, ameixa, citrinos, com comprimento e frescura.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Loios 2016 Branco

LOIOS 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  3,29€
ARINTO, RABO DE OVELHA, ROUPEIRO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
14,5

Encontramos já nas prateleiras dos supermercados e garrafeira a colheita mais recente do Loios branco de João Portugal Ramos. Com novo restyling à imagem e formato da garrafa, trazendo para o rótulo a rosácea que representa os vitrais das igrejas.
Cor amarelo citrino, laivos esverdeados, aspecto limpo e jovem. Aromas a fruta citrina, limpa e directa, alguma maçã verde, traço a pedra lascada, equilibrado e fresco. Na boca marca a fruta citrina, alguma secura, boa acidez e equilíbrio de conjunto. Final médio e fresco.
Uma aposta para os dias mais quentes.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2014 Tinto

MONTE DA RAVASQUEIRA VINHA DAS ROMÃS 2014 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  14,95€
TOURIGA FRANCA, SYRAH
MONTE DA RAVASQUEIRA - SOCIEDADE AGRÍCOLA D. DINIZ, SA
17

Onde antes morava um pomar de romãzeiras é hoje o terroir para as castas de Touriga Franca e Syrah a partir das quais é produzido este tinto. A Vinhas das Romãs, que dá nome a este topo de gama dos vinhos que têm colheita todos os anos, é berço para um daqueles vinho que sabemos que não enganam de ano para ano.
Visualmente de cor rubi, intenso, concentrado, de violetas carregados, escuros e de aspecto limpo. Revela no nariz a fruta vermelha e preta madura cheia de frescura, bem delineada e elegante, em maridagem harmoniosa com os traços provenientes do estágio em barrica, especiaria fina, baunilhado  leve, perfil fresco e de conforto. Boca com boa estrutura e volume, macio e aveludado, pronto a dar prazer, a ser bebido, de taninos que não se escondem, mas já redondos e polidos, com grande nota para o equilíbrio, harmonia e elegância com que se apresenta.
Com potencial de guarda o que me faz crescer a curiosidade numa vertical desta referência.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Telhas 2008 Tinto

TELHAS 2008 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  20€
SYRAH, VIOGNIER
TERRAS DE ALTER CV, LDA
17

A Vinha da Antas, de solo granítico, fornece as castas que compoêm este vinho. Curiosamente, um vinho tinto com uma casta tinta, o Syrah, e uma casta branca, o Viognier, embora numa quantidade muito pequena (cerca de 6%).
Fui deixando, propositadamente, esta garrafa no esquecimento da minha garrafeira pois quando o provei, no ano do seu lançamento, pareceu-me que os 14 meses de barrica ainda lhe definiam muito a tez e que o tempo de dormida em garrafa apenas lhe podia fazer bem. Não me enganei.
Visualmente ainda mantém tonalidades rubi de média concentração, sem que a idade se mostre em demasia. Muito elegante de nariz, com a fruta preta silvestre e de árvore completamente ligada com as notas provenientes da barrica, especiaria fina, perfil fresco, cacau, tostados muito leves, conjunto complexo e desafiante. Cresce a cada momento.
Na boca está agora sem arestas e, apesar da idade, sem rugas, tanino presente, mas macio, elegante e fino. Um vinho que continua a dar muito prazer.

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