domingo, 23 de abril de 2017

Tendências: O Vinho Engorda?

Em preparação para o verão? Preocupado com o peso em excesso e com as dietas miraculosas?Chegou o momento de pensar (um pouco) se o consumo de vinhos engorda ou se emagrece. Mais uma publicação do Comer, Beber e Lazer no Enólogo Chef Continente.
"(...)O vinho está na moda. Beber vinho e, mais importante, perceber de vinho ou perceber o vinho é cada vez mais um factor valorizado na nossa sociedade. Por outro lado, o que também está na moda é o estar Fit, ou seja, ter o peso certo e a condição física acertada para a idade. Desta forma, e tendo o consumo de vinho como primordial, torna-se necessário saber se o vinho engorda ou emagrece?(...)" continuar a ler aqui.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Quinta de Lourosa em Lisboa Com Novidades na Bagagem

A Quinta de Lourosa veio até Lisboa para apresentar duas novidades, o Quinta de Lourosa Arinto e Loureiro 2016 e Quinta de Lourosa Alvarinho 2015, como também voltar a dar a provar o seu actual topo de gama Vinha do Avô, feito a partir da casta Arinto, numa ligação à mesa inesperada, mas conseguida.
Rogério de Castro e sua filha Joana de Castro são os grandes motores que fazem avançar o projecto da Quinta de Lourosa, localizada na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no concelho de Lousada, e que juntos facilmente deixar revelar o seu apego pela terra, a paixão pelo vinho e amor pela família e sua herança.

Vinhos a seguir com atenção, dos quais foram provados e depois levados à mesa com a comida do Wine Lover Bairro Alto as duas novidades já referidas e o Vinha do Avô, um vinho especial elaborado unicamente a partir da casta Arinto e que é fruto do amor pela natureza e pela vinha, sendo uma homenagem dos netos (Mariana, Francisco e Mafalda) ao avô, Rogério de Castro. Do portefólio fazem parte vinhos brancos, rosados, tintos e espumantes.

QUINTA DE LOUROSA 2016 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP 4€
ARINTO, LOUREIRO
QUINTA DE LOUROSA SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
15,5
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto limpo e jovem. No nariz mostra boa intensidade aromática, notas florais e citrinas em bom plano, revelando neste momento mais a casta loureiro em relação ao arinto. Na boca acidez definida, em equilíbrio com as notas de fruta fresca, alguma textura e volume e terminando longo.
A sua acidez e frescura revela-se cartada poderosa quando em ligação com pratos com alguma gordura, queijos e enchidos.

QUINTA DE LOUROSA ALVARINHO 2015 BRANCO | MINHO | 13% | PVP 8,5€
ALVARINHO
QUINTA DE LOUROSA SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
16
Cor amarelo citrino, definido, alguns esverdeados, aspecto limpo e brilhante. No nariz a fruta aparece envolta em leves tostados, barrica ainda um pouco saliente, traço mineral e fresco. Expressivo de boca, acidez firme e com tensão, envolvente e com algum corpo que o torna mais apetecível e guloso. Com a barrica praticamente ligada na prova de boca é um vinho que termina longo.

QUINTA DE LOUROSA VINHA DO AVÔ BRANCO | VINHO DE MESA | 11,5% | PVP 30€
ARINTO
QUINTA DE LOUROSA SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17
Deste foram apenas engarrafadas 1500 garrafas magnum. Homenagem à Vinha e ao Avô Rogério de Castro, um Arinto que é um lote de 3 colheitas (sobretudo 2013, mas também 2014 e 2015) com fermentação em barrica usada.
Cor amarelo palha seca, definido, aspecto límpido. Nariz muito citrino, laranja, bergamota, tangerina, maçã, algum salino e granito, fresco. Volumoso de boca, toranja, toranja e mais toranja, acidez brutal, sólido. Surpreendentemente jovem e austero, assente nas notas citrinas de lima e laranja, uma fina mineralidade a dar requinte. Precisará agora de mais tempo em garrafa para ganhar outra dimensão.
À mesa foi servido com a sobremesa. Queijo de cabra e compota de abóbora, tarte de amêndoa e toucinho do céu. Resultou e bem.
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QUINTA DE LOUROSA 
Lourosa, 4620-722 SOUSELA
Telf:   +351 255 815 312
Telm: +351 963 213 655
Mail: info@quintadelourosa.com

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Restaurante Café Garrett - Lisboa

Em cartaz desde já algum tempo no Teatro D. Maria II em Lisboa está o restaurante de Leopoldo Garcia Calhau que nos faz tropeçar à entrada do Teatro, parar para ler a ementa e depois nos obriga a sentar para trincar qualquer coisa.
O espaço convida a comer, a beber e a conversar. Durante o dia a esplanada fechada com grandes painéis de vidro é a atracão. À noite, a sala interior convida a momentos mais intimistas ou de reflexão antes de seguirmos o nosso caminho até ao nosso lugar em noite de peça.

À mesa os pratos revelam a simplicidade dos sabores autenticos, marcadamente de aposta na cozinha mediterrânica, na comida de conforto e nas memórias que nos conseguem trazer no momento de as degustar. Não será por isso estranho perceber a ligação afectiva a alguns deles ou a algum produto em particular quando o prato nos é apresentado à mesa.

Conforme indicado na ementa, Para Começar... Tomate, Pimentos e Ovo (Tomatada). Fechar os olhos e acordar os sentidos e a memória com o aroma e o sabor deste prato. Tudo no ponto e sem ser a época do tomate.

De seguida, a passagem para A Bifana. Uma interpretação de Leopoldo Garcia Calhau que surpreende pelos sabores mais acidez e picantes da mostarda em contraste com a doçura de um pão tipo brioche e a leveza do panado de carne. Pessoalmente dispensava as batatas tipo palito, mas confesso que também poderá ser apenas uma perseguição muito pessoas a este tipo de batata.

Já na fase de Sem Espinhas e Sem Osso, seguiu-se O Polvo, Batata Doce e Coentros. A ligação sempre fantástica do polvo com a batata doce, a intensidade do coentro   e um coulis de pimentos vermelhos de não deixar por lá vestígios no final da refeição.

Para sobremesa, e apesar das restantes opções, é obrigatório o Pudim de Noz da Joana. Uma verdade obra do "Demo" para atentar a qualquer dieta ou tentativa de fuga afirmando que não é costume comer doces no final da refeição. A primeira vez que saboreei este doce acho que comi umas três fatias... e não senti nenhum remorso ou culpa pelo que acabara de fazer.
Este pudim, uma receita de sua família com mais de 40 anos, leva apenas nozes, ovos, pão e açúcar. Uma perdição!

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CAFÉ GARRET
Tipo de Cozinha: Tradicional Portuguesa, Alentejo
Copos de Vinho Adequados: Sim
Estacionamento: Fácil (Pago)
Horário: Terça a Domingo das 12:00h às 24:00h
Preço Médio Refeição: 20€

Morada: Teatro Nacional D. Maria II, Praça D. João Da Câmara, 1100-201 LISBOA
Telefone: + 351 211 933 532
Na Net: Página de Facebook

terça-feira, 18 de abril de 2017

Assobio 2016 Branco

ASSOBIO 2016 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  7,49€
VERDELHO, GOUVEIO, VIOSINHO, RABIGATO, CÓDEGA DO LARINHO
MURÇAS, SA
16

Assobio é o nome de uma vinha na Quinta dos Murças, propriedade do Esporão, onde, ao final da tarde, se ouve o vento assobiar. Parcelas com características únicas, orientadas a Norte e a cotas mais elevadas que produzem vinhos mais frescos e de grande versatilidade à mesa. Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aberto, aspecto limpo e jovem. No nariz mostra boa intensidade, citrinos a dominar, lima, fruta de polpa amarela e leve tropical bem colocado, granito molhado, fresco. Boca com acidez equilibrada, boa secura, muita fruta de polpa amarela fresca, ameixa, citrinos, com comprimento e frescura.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Loios 2016 Branco

LOIOS 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  3,29€
ARINTO, RABO DE OVELHA, ROUPEIRO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
14,5

Encontramos já nas prateleiras dos supermercados e garrafeira a colheita mais recente do Loios branco de João Portugal Ramos. Com novo restyling à imagem e formato da garrafa, trazendo para o rótulo a rosácea que representa os vitrais das igrejas.
Cor amarelo citrino, laivos esverdeados, aspecto limpo e jovem. Aromas a fruta citrina, limpa e directa, alguma maçã verde, traço a pedra lascada, equilibrado e fresco. Na boca marca a fruta citrina, alguma secura, boa acidez e equilíbrio de conjunto. Final médio e fresco.
Uma aposta para os dias mais quentes.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2014 Tinto

MONTE DA RAVASQUEIRA VINHA DAS ROMÃS 2014 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  14,95€
TOURIGA FRANCA, SYRAH
MONTE DA RAVASQUEIRA - SOCIEDADE AGRÍCOLA D. DINIZ, SA
17

Onde antes morava um pomar de romãzeiras é hoje o terroir para as castas de Touriga Franca e Syrah a partir das quais é produzido este tinto. A Vinhas das Romãs, que dá nome a este topo de gama dos vinhos que têm colheita todos os anos, é berço para um daqueles vinho que sabemos que não enganam de ano para ano.
Visualmente de cor rubi, intenso, concentrado, de violetas carregados, escuros e de aspecto limpo. Revela no nariz a fruta vermelha e preta madura cheia de frescura, bem delineada e elegante, em maridagem harmoniosa com os traços provenientes do estágio em barrica, especiaria fina, baunilhado  leve, perfil fresco e de conforto. Boca com boa estrutura e volume, macio e aveludado, pronto a dar prazer, a ser bebido, de taninos que não se escondem, mas já redondos e polidos, com grande nota para o equilíbrio, harmonia e elegância com que se apresenta.
Com potencial de guarda o que me faz crescer a curiosidade numa vertical desta referência.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Telhas 2008 Tinto

TELHAS 2008 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  20€
SYRAH, VIOGNIER
TERRAS DE ALTER CV, LDA
17

A Vinha da Antas, de solo granítico, fornece as castas que compoêm este vinho. Curiosamente, um vinho tinto com uma casta tinta, o Syrah, e uma casta branca, o Viognier, embora numa quantidade muito pequena (cerca de 6%).
Fui deixando, propositadamente, esta garrafa no esquecimento da minha garrafeira pois quando o provei, no ano do seu lançamento, pareceu-me que os 14 meses de barrica ainda lhe definiam muito a tez e que o tempo de dormida em garrafa apenas lhe podia fazer bem. Não me enganei.
Visualmente ainda mantém tonalidades rubi de média concentração, sem que a idade se mostre em demasia. Muito elegante de nariz, com a fruta preta silvestre e de árvore completamente ligada com as notas provenientes da barrica, especiaria fina, perfil fresco, cacau, tostados muito leves, conjunto complexo e desafiante. Cresce a cada momento.
Na boca está agora sem arestas e, apesar da idade, sem rugas, tanino presente, mas macio, elegante e fino. Um vinho que continua a dar muito prazer.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Colinas do Douro Superior 2015 Tinto

COLINAS DO DOURO SUPERIOR 2015 TINTO | DOURO | 14% | PVP  5,99€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
COLINAS DO DOURO SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
15,5

Gosto. Gosto quando um tinto em final de dias quentes me consegue fazer olhar de novo para o rótulo e pensar, cá para comigo, "Olha, belo vinho!". Gosto de encontrar nesta gama de preços vinhos que valham a pena trazer até ao meu copo. Para o juntar a uma refeição descontraída e informal. A carne grelhada agradeceu a companhia.
De cor vermelho intenso e concentrado, aspecto limpo. No nariz mostra um bouquet muito bem equilibrado e fresco de fruta vermelha e preta madura, florais delicados, pedregoso e fresco. Na boca destaque para a frescura do conjunto, com bom volume e com a fruta vermelha muito bonita e bem colocada. Funciona como um todo. Final de boca longo e fresco.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

As Novas Colheitas da Trilogia Premium da Quinta do Pôpa

A Quinta do Pôpa inicia o ano com o lançamento das novas colheitas dos seus vinhos Premium. A Trilogia Tinta Roriz 2012, Touriga Nacional 2012 e Vinhas Velhas 2013 chegam agora ao mercado e mostram-se prontos para o nosso copo.
Um Touriga Nacional que revela um perfil mais fresco e vegetal do que o esperado frutado compotado e perfumado; o Tinta Roriz que está num ponto de forma, vibrante e de perfil fresco; e o Vinhas Velhas, com mais de 80 anos, intenso, expressivo e com muitos anos pela frente.
A verdade é que acompanho o projecto de Stéphane e Vanessa Ferreira já há alguns anos e estes três vinhos deixaram-me, mais uma vez, de sorriso largo e copo erguido ao alto. Tchim, tchim!

PÔPA TOURIGA NACIONAL 2012 TINTO | DOURO | 14% | PVP 16€
TOURIGA NACIONAL
QUINTA DO PÔPA, LDA
17
Cor rubi, intenso, concentrado e opaco, com nuances violáceas no bordo do copo, aspecto limpo. No nariz a fruta vermelha bem ligada com notas florais, mais bergamota, citrinos, elegante, madeira bem ligada, praticamente pronto, não escondendo as notas primárias, com notas especiada fina, folhas de chá secas, tostado leve, fresco. Boca expressiva, volumoso, com acidez equilibrada, vivaz, a revelar fruta vermelha madura, com toque especiado, robusto e com final de boca longo. Vinho de uma única parcela.

PÔPA TINTA RORIZ 2012 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 19€
TINTA RORIZ
QUINTA DO PÔPA, LDA
17,5
Cor rubi intenso, média concentração, aspecto limpo. Aromas plenos de elegância, muita finess, notas de fruta vermelha, vegetal fresco, fino, notas de bosque, esteva, giesta, campo, pedra lascada, muito equilibrado e fresco. Na boca mostra estrutura, continua com elegância, frescura, acidez equilibrada, com o tanino a mostrar-se, mas já composto, fino, com fruta fresca e equilíbrio. Final de boca longo.
Também de parcela, mas uma casta com mais trabalho, principalmente mais de prova em barrica e de grau de dificuldade elevada na quinta do Pôpa.

PÔPA VINHAS VELHAS 2013 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 25€
VINHAS VELHAS
QUINTA DO PÔPA, LDA
18
Cor rubi, intenso, concentrado, nuances violáceas nos bordos, aspecto limpo. Elegância nos aromas, fruta vermelha e preta madura, mas sem ser em excesso, sem ter o toque de licorice, o madurão, mas com ligeiro vegetal, barrica bem ligada e fresco. Pujante de boca, vivaço, tanjnos presentes sem serem agressivos, envolvente, com final de boca longo.
Vinhas com cerca de 84 anos, com muito pouca intervenção, com 22 castas embora sem castas brancas.

Foto Inicial de ©Ricardo Bernardo

terça-feira, 4 de abril de 2017

Cistus Grande Reserva 2009 Tinto

CISTUS GRANDE RESERVA 2009 TINTO | DOURO | 16% | PVP  19,99€
TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL
QUINTA DO VALE DA PERDIZ - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17

O Grande Reserva da Quinta Vale da Perdiz só é considerado como tal em anos de colheitas de excepcional qualidade e apenas quando o momento é certo para entrar no mercado. Estamos em 2017 e salta para as prateleiras um vinho de 2009 com 21 meses de estágio em barricas de carvalho francês e 34 meses de sono profundo em garrafa.
De cor rubi, violetas definidos, escuros, de média concentração e de aspecto limpo. Aromas intensos, fruto preto madura, silvestre e de árvore, especiaria fina, vegetal fresco, barrica bem ligada, coco, chocolate, muita frescura para 2009, muita vida mesmo. No palato mostra força, pujança, leva-nos a olhar novamente para o ano no rótulo, que juventude e que potencial para continuar. Voluptuoso, macio e com a fruta madura em grande plano e pese embora se note alguma nota mais gorda, não revela o seu teor de álcool mais elevado.
O final de boca é longo, texturado, sempre em direcção a um prato  que lhe faça juz.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Tendências: O Vinho Rosé

Chegou o horário de verão. Luz do dia até mais tarde, temperaturas mais quentes e aqueles momentos mais descontraídos nos quais um copo de vinho leve e fresco é a nossa companhia preferida. Preparado para a frescura, elegância e leveza dos vinhos Rosé? Mais uma publicação do Comer, Beber e Lazer no Enólogo Chef Continente.
"(...)A moda primavera-verão deste ano promete ser a explosão definitiva do vinho rosé no copo dos portugueses. Este tipo de vinho, considerado por muitos como menor em relação ao branco e sobretudo ao tinto, nunca foi verdadeiramente visto como um vinho. É para mim usual ouvir dizer que o vinho rosé apenas é o resultado das sobras do vinho tinto misturado com o vinho branco. Uma afirmação com base empírica, mas que está errada, embora com uma pontinha de realidade.(...)" continuar a ler aqui.

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